A Brand Analytics realiza uma pesquisa anualmente cujo objetivo é mensurar a importância das marcas para os resultados de suas respectivas organizações. A metodologia para se valorar uma marca leva em consideração três fatores: financeiro, demanda e força da marca. O primeiro considera o valor de mercado da empresa, seus ativos tangíveis e intangiveis. O fator demanda considera o relacionamento que os consumidores têm com a marca, se mais racional ou emocional. Já a força da marca é medida levando-se em consideração a presença da marca na cabeça dos consumidores, a capacidade da marca de levar ao consumo, o market share e o risco do setor de atuação.
Em 2009, como nos últimos três anos, uma instituição financeira ocupou a primeira posição na pesquisa. Acompanhado do Banco do Brasil (terceiro lugar, valor da marca de 8,5 bilhões) e do Itaú (segundo lugar, valor da marca de 10 bilhões), o Bradesco teve sua marca avaliada em 12 bilhões, 16% do valor de mercado da empresa.
Diferente dos rankings de 2008 e 2007, percebe-se que o setor financeiro foi um dos poucos a ver o valor de suas marcas aumentarem durante a crise. A explicação dos pesquisadores e entendedores para tal fato é que, num momento de crise financeira e retração ecônomica, as pessoas passam a dar maior importância a instituições financeiras sólidas, que possam gerir seus recursos com segurança.
Em 1997, o Bradesco mudou sua logomarca buscando modernizá-la e deixá-la mais coerente com os valores da organização. A nova logomarca seria composta por elementos geométricos que remetiam ao tronco e à copa de uma árvore. A intenção era remeter as pessoas a um símbolo de vida, crescimento, abrigo e suporte com elos que se renovam com o tempo.


Concomitante ao projeto de logomarca, os esforços da Organização também estavam voltados para a segmentação e adequação de produtos
e serviços. Não bastava mais ser reconhecido apenas como o banco de portas abertas para todas as pessoas. Era o momento de atender de forma segmentada, com especialização para os grandes públicos e seus níveis de exigência e necessidade. A segmentação foi bem-sucedida e logo a empresa era uma das maiores do ramo. Com a segmentação estruturada, a instituição entendeu que havia chegado o momento em que tais mudanças deveriam ser comunicadas e percebidas pela população em geral – clientes e não clientes de forma segmentada…CONTINUA!
Cara, esse case do Bradesco é um dos que eu mais admiro, então eu vou dar mais atenção a ele no próximo post.

